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⚖️ Simulado – Classificação dos Crimes (120 questões)

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Crime comum/próprio, material/formal/mera conduta, comissivo/omissivo, instantâneo/permanente, simples/complexo/qualificado/privilegiado, doloso/culposo/preterdoloso, perigo abstrato/concreto, habitual, continuado, concurso formal, crime vago, de atentado, mão própria, ação múltipla, subsidiário, progressivo – tudo no formato CESPE (Certo/Errado)

Teste seus conhecimentos com 60 questões estilo CESPE sobre a Classificação dos Crimes. Abrange todos os critérios da teoria geral do crime: sujeito ativo, resultado, ação, consumação, estrutura, elemento subjetivo, perigo, figuras especiais e ação penal. Material completo para Delegados e concurseiros do Cebraspe. Nível fácil e médio, com gabarito e justificativas.

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📚 Simulado – Classificação dos Crimes

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📘 Simulado – Classificação dos Crimes (60 questões)




M-FOCO | Q1
Crime comum

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime comum é aquele que pode ser praticado por qualquer pessoa, independentemente de qualidade especial do sujeito ativo.


M-FOCO | Q2
Crime próprio

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime próprio exige que o sujeito ativo possua uma qualidade ou condição especial, sendo essa qualidade elementar do tipo penal.


M-FOCO | Q3
Crime de mera conduta

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

No crime de mera conduta, a consumação exige a ocorrência de um resultado naturalístico (modificação no mundo exterior).


M-FOCO | Q4
Crime material

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime material é aquele que exige a produção de um resultado naturalístico para sua consumação, como o homicídio.


M-FOCO | Q5
Crime formal

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

No crime formal, a consumação ocorre com a prática da conduta, sendo irrelevante a produção do resultado naturalístico.


M-FOCO | Q6
Crime comissivo e omissivo

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime comissivo é praticado mediante ação positiva, enquanto o crime omissivo é praticado mediante omissão.


M-FOCO | Q7
Crime omissivo próprio

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

No crime omissivo próprio, a lei descreve uma conduta de não fazer, e a consumação ocorre com a simples abstenção, independentemente de resultado.


M-FOCO | Q8
Crime omissivo impróprio

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

No crime omissivo impróprio, o agente tem o dever jurídico de evitar o resultado, respondendo como se tivesse praticado uma ação positiva.


M-FOCO | Q9
Crime instantâneo e permanente

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime instantâneo é aquele que se consuma em um único momento, ao passo que o crime permanente é aquele cuja consumação se prolonga no tempo.


M-FOCO | Q10
Crime simples e complexo

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime complexo é formado pela fusão de dois ou mais tipos penais, como o roubo, que reúne elementos do furto e da ameaça ou violência.


M-FOCO | Q11
Crime qualificado e privilegiado

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime qualificado é aquele que apresenta circunstâncias que aumentam a pena, enquanto o crime privilegiado apresenta circunstâncias que a diminuem.


M-FOCO | Q12
Crime de dano

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime de dano exige a efetiva lesão ao bem jurídico tutelado, como o homicídio, que lesiona a vida.


M-FOCO | Q13
Crime de perigo concreto

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

No crime de perigo concreto, o perigo deve ser efetivamente comprovado no caso concreto.


M-FOCO | Q14
Crime de perigo abstrato

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime de perigo abstrato dispensa a comprovação da efetiva situação de perigo, pois o perigo é presumido pela lei.


M-FOCO | Q15
Crime culposo

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime culposo é a regra no Direito Penal brasileiro, sendo a exceção o crime doloso.


M-FOCO | Q16
Crime preterdoloso

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

No crime preterdoloso, o agente tem dolo em relação à conduta e culpa em relação ao resultado agravador.


M-FOCO | Q17
Crime habitual

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime habitual se configura com a prática reiterada de condutas, não bastando um único ato.


M-FOCO | Q18
Crime continuado

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

No crime continuado, as condutas devem ser praticadas com a presença de condições subjetivas idênticas (mesmo sujeito) e objetivas (tempo, lugar e modo).


M-FOCO | Q19
Concurso formal

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

No concurso formal, há uma única conduta que produz dois ou mais resultados, conforme previsto no art. 70 do CP.


M-FOCO | Q20
Crime vago

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

Crime vago é aquele em que o sujeito passivo é indeterminado, como nos crimes ambientais e contra a fé pública.


M-FOCO | Q21
Crime de atentado

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

No crime de atentado, a consumação ocorre com a prática do ato preparatório, independentemente do resultado.


M-FOCO | Q22
Crime de mão própria

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

Crime de mão própria é aquele que só pode ser praticado pessoalmente pelo sujeito ativo, não admitindo coautoria.


M-FOCO | Q23
Crime de ação múltipla

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

No crime de ação múltipla, a prática de uma das condutas descritas no tipo já configura o crime, como no tráfico de drogas.


M-FOCO | Q24
Crime subsidiário

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

Crime subsidiário é aquele que só se aplica quando outro crime não se configura.


M-FOCO | Q25
Crime progressivo

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

No crime progressivo, o agente tem o mesmo dolo para o crime-meio e para o crime-fim.


M-FOCO | Q26
Crime de tendência

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

Crime de tendência é aquele que exige uma finalidade especial do agente, como elemento subjetivo do tipo.


M-FOCO | Q27
Crime de resultado cortado

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

No crime de resultado cortado, a consumação ocorre antes da produção do resultado naturalístico.


M-FOCO | Q28
Crime de vestígio

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

Crime de vestígio é aquele que deixa marcas materiais, exigindo perícia para sua comprovação.


M-FOCO | Q29
Crime de empreendimento

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

Crime de empreendimento é aquele em que a tentativa é elevada à categoria de consumação.


M-FOCO | Q30
Ação penal pública incondicionada

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

A ação penal pública incondicionada é a regra no Direito Penal brasileiro, sendo proposta pelo Ministério Público.


M-FOCO | Q31
Ação penal pública condicionada

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

A ação penal pública condicionada depende de representação da vítima, como no caso da lesão corporal leve.


M-FOCO | Q32
Ação penal privada subsidiária

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

A ação penal privada subsidiária da pública pode ser proposta quando o Ministério Público não oferece denúncia no prazo legal.


M-FOCO | Q33
Perigo individual e coletivo

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime de perigo individual se diferencia do perigo coletivo pela abrangência do bem jurídico ameaçado.


M-FOCO | Q34
Crime de perigo de dano

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime de perigo de dano se consuma com a mera exposição a risco, sem necessidade de lesão efetiva.


M-FOCO | Q35
Crime próprio puro

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

No crime próprio puro, a ausência da qualidade especial do sujeito ativo descriminaliza a conduta.


M-FOCO | Q36
Crime próprio impuro

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

No crime próprio impuro, a ausência da qualidade especial do sujeito ativo gera outro crime.


M-FOCO | Q37
Resultado naturalístico

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime material exige resultado naturalístico, enquanto o crime de mera conduta dispensa essa exigência.


M-FOCO | Q38
Dolo eventual e culpa consciente

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

A culpa consciente se aproxima do dolo eventual, mas se diferenciam pela aceitação do risco.


M-FOCO | Q39
Tentativa no preterdoloso

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime preterdoloso admite tentativa.


M-FOCO | Q40
Crime de rastro

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime de vestígio deixa marcas materiais que exigem perícia para sua comprovação.


M-FOCO | Q41
Dolo direto e eventual

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

No dolo direto, o agente quer o resultado; no dolo eventual, ele assume o risco de produzi-lo.


M-FOCO | Q42
Modalidades de culpa

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

A imprudência consiste na ação perigosa, a negligência na omissão descuidada e a imperícia na falta de técnica profissional.


M-FOCO | Q43
Habitual x continuado

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime habitual se distingue do crime continuado porque exige reiteração de condutas, enquanto o continuado exige pluralidade com condições específicas de tempo, lugar e modo.


M-FOCO | Q44
Concurso formal próprio

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

Concurso formal próprio exige desígnios autônomos por parte do agente.


M-FOCO | Q45
Ação penal privada personalíssima

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

A ação penal privada personalíssima só pode ser proposta pela própria vítima.


M-FOCO | Q46
Resultado cortado

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime de resultado cortado é sinônimo de crime formal, pois a consumação ocorre antes da produção do resultado naturalístico.


M-FOCO | Q47
Crime de intento

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime de tendência exige uma finalidade especial do agente, que integra o tipo penal.


M-FOCO | Q48
Crime de empreendimento

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime de empreendimento é aquele em que a tentativa é punida como consumação.


M-FOCO | Q49
Perigo concreto x abstrato

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

No crime de perigo concreto, o perigo deve ser comprovado; no perigo abstrato, é presumido pela lei.


M-FOCO | Q50
Perigo abstrato e lesividade

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime de perigo abstrato é considerado inconstitucional por violar o princípio da lesividade.


M-FOCO | Q51
Perigo individual x coletivo

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O perigo individual atinge pessoa determinada, enquanto o perigo coletivo atinge uma pluralidade indeterminada de pessoas.


M-FOCO | Q52
Perigo abstrato no STF

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O Supremo Tribunal Federal não admite a categoria de perigo abstrato no direito penal brasileiro.


M-FOCO | Q53
Dano x perigo

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime de dano exige lesão efetiva, enquanto o crime de perigo exige apenas a exposição a risco.


M-FOCO | Q54
Perigo concreto (real)

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime de perigo concreto também é denominado perigo real, exigindo comprovação do risco.


M-FOCO | Q55
Perigo abstrato e mera conduta

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime de perigo abstrato é uma espécie de crime de mera conduta.


M-FOCO | Q56
Crime de risco

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime de perigo é sinônimo de crime de risco, consumando-se com a simples exposição a perigo.


M-FOCO | Q57
Crime continuado e vida

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime continuado é aplicável a crimes dolosos contra a vida.


M-FOCO | Q58
Representação na ação penal

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

A ação penal pública condicionada depende de representação da vítima.


M-FOCO | Q59
Privada subsidiária

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

A ação penal privada subsidiária da pública é cabível quando o Ministério Público deixa de oferecer denúncia no prazo legal.


M-FOCO | Q60
Crime subsidiário

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime subsidiário é aquele que só se aplica quando outro crime não se configura.





M-FOCO | Q61
Crime comum e sujeito passivo

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

No crime comum, o sujeito passivo é sempre indeterminado, razão pela qual se denomina crime vago.


M-FOCO | Q62
Crime de mão própria e participação

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime de mão própria admite participação, embora não admita coautoria.


M-FOCO | Q63
Sujeito passivo indeterminado

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

No crime vago, o sujeito passivo é indeterminado, sendo o bem jurídico de titularidade difusa ou coletiva.


M-FOCO | Q64
Próprio puro e impuro

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

No crime próprio puro, a ausência da qualidade especial torna a conduta atípica, enquanto no crime próprio impuro, gera outro crime.


M-FOCO | Q65
Crime comum e tipicidade

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

No crime comum, a qualidade do sujeito ativo é irrelevante para a tipicidade e para a pena.


M-FOCO | Q66
Conduta alternativa

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

No crime de ação múltipla, a prática de uma única conduta dentre as descritas no tipo já configura o crime.


M-FOCO | Q67
Falso testemunho – mão própria

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime de falso testemunho é crime de mão própria, pois exige que o agente preste depoimento pessoalmente.


M-FOCO | Q68
Mão própria e concurso

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime de mão própria não admite concurso de agentes, nem mesmo participação.


M-FOCO | Q69
Ameaça – crime formal

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime de ameaça é crime formal, consumando-se com a proferição da ameaça, independentemente de a vítima efetivamente temer.


M-FOCO | Q70
Lesão corporal – crime material

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime de lesão corporal é crime de mera conduta, consumando-se com a simples ação de agredir.


M-FOCO | Q71
Violação de domicílio – mera conduta

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

No crime de violação de domicílio, a consumação ocorre com a simples entrada ou permanência no local, não se exigindo resultado naturalístico.


M-FOCO | Q72
Resultado – critério de classificação

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

A classificação dos crimes em material, formal e de mera conduta leva em consideração a necessidade de resultado naturalístico para a consumação.


M-FOCO | Q73
Resultado cortado = formal

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime de resultado cortado é a mesma figura do crime formal, pois a consumação antecede a produção do resultado naturalístico.


M-FOCO | Q74
Mera conduta e resultado jurídico

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime de mera conduta não produz qualquer tipo de resultado, razão pela qual é considerado crime de dano.


M-FOCO | Q75
Homicídio – material

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O homicídio simples é crime material, pois a consumação depende da efetiva produção da morte da vítima.


M-FOCO | Q76
Resultado acidental no formal

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

No crime formal, o resultado naturalístico, embora previsto no tipo, é elemento acidental, não sendo necessário para a consumação.


M-FOCO | Q77
Garantidor no omissivo impróprio

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

No crime omissivo impróprio, o agente deve ser garantidor, ou seja, ter o dever jurídico de evitar o resultado.


M-FOCO | Q78
Omissivo próprio – resultado

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime omissivo próprio exige a produção do resultado naturalístico para a consumação.


M-FOCO | Q79
Omissão de socorro – próprio

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime de omissão de socorro é exemplo de crime omissivo próprio, pois a conduta típica é a abstenção de prestar auxílio.


M-FOCO | Q80
Norma proibitiva e de dever

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime comissivo viola norma proibitiva, enquanto o crime omissivo impróprio viola norma de dever de agir, equiparando-se ao comissivo.


M-FOCO | Q81
Omissivo e resultado

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

No crime omissivo próprio, a consumação é independente do resultado; no omissivo impróprio, a consumação exige a ocorrência do resultado.


M-FOCO | Q82
Poder de agir no omissivo

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

No crime comissivo por omissão, basta o dever jurídico de agir, sendo irrelevante o poder de agir.


M-FOCO | Q83
Comissivo por omissão

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime omissivo impróprio é também denominado crime comissivo por omissão, pois a omissão equivale à ação.


M-FOCO | Q84
Omissivo próprio e poder de agir

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

No crime omissivo próprio, exige-se o poder de agir para evitar o resultado.


M-FOCO | Q85
Instantâneo de efeitos permanentes

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O homicídio é crime instantâneo, mas pode produzir efeitos permanentes (ex: dor da família), o que não o torna crime permanente.


M-FOCO | Q86
Permanente e flagrante

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

No crime permanente, a prisão em flagrante é possível enquanto perdurar a situação de consumação.


M-FOCO | Q87
Prescrição no permanente

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

No crime permanente, a prescrição começa a fluir apenas quando cessa a permanência.


M-FOCO | Q88
Consumação e exaurimento

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

No crime instantâneo, a consumação e o exaurimento ocorrem simultaneamente.


M-FOCO | Q89
Furto – instantâneo

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O furto é crime instantâneo, consumando-se com a subtração da coisa, mesmo que o agente mantenha a posse da res furtiva.


M-FOCO | Q90
Interrupção do permanente

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime permanente pode ser interrompido pela ação do agente ou por fato alheio, cessando a consumação.


M-FOCO | Q91
Cárcere privado – permanente

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime de cárcere privado é crime instantâneo, consumando-se no momento da prisão da vítima.


M-FOCO | Q92
Prescrição exceção permanente

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime permanente é exceção à regra da prescrição, pois o prazo prescricional só se inicia com o fim da permanência.


M-FOCO | Q93
Crime complexo – tipo único

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime complexo é formado pela fusão de dois ou mais crimes, mas constitui um único tipo penal.


M-FOCO | Q94
Complexo x qualificado

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

Crime complexo e crime qualificado são institutos idênticos, pois ambos aumentam a pena.


M-FOCO | Q95
Privilegiado e qualificadora

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime privilegiado pode coexistir com qualificadora, desde que haja compatibilidade entre as circunstâncias.


M-FOCO | Q96
Latrocínio – complexo

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O latrocínio é crime complexo, formado pela fusão de roubo e homicídio.


M-FOCO | Q97
Crime simples x menor potencial

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

Crime simples é sinônimo de crime de menor potencial ofensivo, sujeito à Lei 9.099/95.


M-FOCO | Q98
Qualificadora como elementar

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

No crime qualificado, as qualificadoras são elementares do tipo penal, pois integram a descrição legal do crime.


M-FOCO | Q99
Extorsão mediante sequestro

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime de extorsão mediante sequestro é crime complexo e formal.


M-FOCO | Q100
Furto simples – classificação

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O furto simples é exemplo de crime simples, material, comissivo, instantâneo e de dano.


M-FOCO | Q101
Dolo geral

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O dolo geral ocorre quando o agente pratica uma conduta para produzir um resultado, mas este ocorre em momento diverso do pretendido, respondendo pelo crime doloso.


M-FOCO | Q102
Erro de tipo

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O erro de tipo sempre exclui o dolo e a culpa, isentando o agente de pena.


M-FOCO | Q103
Preterdoloso e tentativa (reforço)

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime preterdoloso não admite tentativa, pois o resultado agravador é culposo.


M-FOCO | Q104
Culpa e dolo

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

A imprudência, a negligência e a imperícia são modalidades de dolo eventual.


M-FOCO | Q105
Dolo eventual x culpa consciente

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

No dolo eventual, o agente aceita o risco de produzir o resultado, enquanto na culpa consciente ele acredita sinceramente que o resultado não ocorrerá.


M-FOCO | Q106
Culpa – previsão expressa

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

Se a lei não prevê a modalidade culposa do crime, a infração só pode ser dolosa.


M-FOCO | Q107
Qualificado pelo resultado

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime preterdoloso é uma espécie de crime qualificado pelo resultado.


M-FOCO | Q108
Dolo e culpa – elementos

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

Tanto o dolo quanto a culpa são considerados elementos subjetivos do tipo penal.


M-FOCO | Q109
Perigo abstrato = mera conduta

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime de perigo abstrato é uma espécie de crime de mera conduta, pois a prática da conduta já consuma o crime.


M-FOCO | Q110
Perigo concreto – comprovação

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

No crime de perigo concreto, é imprescindível a comprovação da efetiva situação de perigo ao bem jurídico.


M-FOCO | Q111
Perigo abstrato – constitucionalidade

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O Supremo Tribunal Federal considera o crime de perigo abstrato inconstitucional por violação ao princípio da lesividade.


M-FOCO | Q112
Dano como regra

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime de dano é a regra no Direito Penal, sendo o crime de perigo a exceção.


M-FOCO | Q113
Perigo individual e coletivo

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime de perigo individual protege pessoa determinada, enquanto o perigo coletivo protege a coletividade.


M-FOCO | Q114
Perigo de dano x dano

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime de perigo de dano consuma-se apenas quando ocorre a efetiva lesão ao bem jurídico.


M-FOCO | Q115
Crítica ao perigo abstrato

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime de perigo abstrato é criticado pela doutrina por supostamente violar o princípio da lesividade.


M-FOCO | Q116
Perigo real = concreto

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime de perigo concreto é sinônimo de crime de perigo real.


M-FOCO | Q117
Súmula 605 – vida

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime continuado é aplicável a crimes dolosos contra a vida, conforme entendimento do STF.


M-FOCO | Q118
Concurso formal – unidade de conduta

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

No concurso formal, há uma única conduta que produz dois ou mais resultados, podendo haver desígnios autônomos.


M-FOCO | Q119
Habitual x continuado

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

O crime habitual exige que as condutas sejam praticadas nas mesmas condições de tempo, lugar e modo, à semelhança do crime continuado.


M-FOCO | Q120
Atentado – atos preparatórios

Com base na Teoria Geral do Crime, julgue o item a seguir.

No crime de atentado, os atos preparatórios são punidos como se consumados fossem, sendo a tentativa irrelevante para a consumação.




📘 Resumão – Classificação dos Crimes

120 questões • CESPE

🤓 Por que este resumo? A classificação dos crimes é a base da Teoria Geral do Crime.
Entender cada critério ajuda a interpretar tipos penais, resolver questões e construir argumentos jurídicos.
Use este material como consulta rápida sempre que errar uma questão – volte aqui, revise o conceito e tente novamente!



👤 1. Sujeito Ativo – Quem pode praticar o crime?

🔹 Crime Comum

Qualquer pessoa pode ser sujeito ativo.
Ex: homicídio, furto, lesão corporal.

🔹 Crime Próprio

Exige qualidade especial do agente.
Ex: peculato (funcionário público), infanticídio (mãe).

  • Próprio puro: sem a qualidade → atipicidade.
  • Próprio impuro: sem a qualidade → outro crime.

💡 Dica CESPE:
“Crime de mão própria” é uma espécie de crime próprio (ex: falso testemunho). Não confunda com “crime vago” (sujeito passivo indeterminado).



🎯 2. Resultado – O crime exige modificação no mundo exterior?

Material

Exige resultado naturalístico.
Ex: homicídio, lesão corporal.

Formal (resultado cortado)

Prevê resultado, mas consuma-se com a conduta.
Ex: extorsão, ameaça.

Mera conduta

Não prevê resultado naturalístico.
Ex: violação de domicílio, porte de arma.

💡 Dica CESPE:
“Crime formal” e “crime de resultado cortado” são sinônimos. “Crime de mera conduta” não exige resultado, mas pode produzir efeitos jurídicos.



⚡ 3. Ação – Como o crime é praticado?

🔸 Comissivo

Ação positiva – faz o que é proibido.
Ex: matar, furtar.

🔸 Omissivo

Abstenção – não faz o que deveria.

  • Próprio (puro): omissão simples. Ex: omissão de socorro.
  • Impróprio (comissivo por omissão): garantidor. Ex: mãe que deixa filho morrer.

💡 Dica CESPE:
No omissivo impróprio, o agente é garantidor (art. 13, §2º, CP). Exige-se poder de agir – se não tinha, não há crime.



⏳ 4. Consumação – O crime se esgota num momento ou se prolonga?

🔹 Instantâneo

Consuma-se em um único momento.
Ex: homicídio, furto.

Efeitos podem ser permanentes (ex: dor da família), mas o crime é instantâneo.

🔹 Permanente

Consumação se prolonga no tempo.
Ex: sequestro, cárcere privado.

  • Flagrante possível enquanto durar.
  • Prescrição começa quando cessa a permanência.

💡 Dica CESPE:
Não confunda “crime instantâneo de efeitos permanentes” com “crime permanente”. No permanente, a consumação se prolonga; no instantâneo, apenas os efeitos.



🧩 5. Estrutura – Como é o tipo penal?

🔹 Simples

Tipo com elementos descritivos/normativos, sem fusão.
Ex: furto simples.

🔹 Complexo

Fusão de dois ou mais crimes em um único tipo.
Ex: roubo (furto + violência/ameaça), latrocínio (roubo + homicídio).

🔹 Qualificado

Circunstâncias que aumentam a pena.
Ex: homicídio qualificado (art. 121, §2º).

🔹 Privilegiado

Circunstâncias que diminuem a pena.
Ex: homicídio privilegiado (art. 121, §1º).

💡 Dica CESPE:
Qualificado e complexo não são sinônimos. Qualificado = circunstância que aumenta pena. Complexo = união de tipos. Ex: latrocínio é complexo (roubo + homicídio), não qualificado.



🧠 6. Elemento Subjetivo – Qual a intenção do agente?

Doloso

Agente quer ou assume o risco.
Art. 18, I, CP.

  • Direto: quer o resultado.
  • Eventual: assume o risco.
Culposo

Agente não quer, mas age com imprudência, negligência ou imperícia.
Art. 18, II – exceção (previsão expressa).

Preterdoloso

Dolo na conduta + culpa no resultado mais grave.
Ex: lesão corporal seguida de morte (art. 129, §3º).

Não admite tentativa.

💡 Dica CESPE:
Dolo eventual vs. culpa consciente: no primeiro, aceita o risco; no segundo, acredita que o resultado não ocorrerá.



🔥 7. Perigo – Há lesão efetiva ou apenas risco?

🔹 Crime de Dano

Exige lesão efetiva ao bem jurídico.
Ex: homicídio, furto.

Regra no Direito Penal.

🔹 Crime de Perigo

Basta exposição a risco.

  • Concreto (real): perigo comprovado. Ex: perigo de contágio venéreo.
  • Abstrato (presumido): perigo presumido. Ex: porte de arma, tráfico.

Exceção, exige previsão legal.

💡 Dica CESPE:
O STF admite o perigo abstrato (ex: tráfico de drogas, crimes ambientais). A doutrina critica por suposta violação ao princípio da lesividade, mas a jurisprudência consolidada é favorável.



⭐ 8. Figuras Especiais – Crimes com peculiaridades

Habitual

Reiteração de condutas. Ex: curandeirismo.

Continuado

Pluralidade de condutas com mesmas condições. Art. 71 CP.

Não se aplica a crimes dolosos contra a vida (Súmula 605 STF).

Concurso Formal

Uma conduta, dois ou mais resultados. Art. 70 CP.

Crime Vago

Sujeito passivo indeterminado. Ex: crimes ambientais.

Crime de Atentado

Tentativa punida como consumação. Ex: atentado violento ao pudor.

Crime de Mão Própria

Só o próprio agente pratica. Ex: falso testemunho. Não admite coautoria, mas admite participação.

Ação Múltipla

Várias condutas alternativas. Ex: tráfico de drogas.

Subsidiário

Só se aplica se outro crime não se configurar.

Progressivo

Crime-meio evolui para crime-fim com mesmo dolo.

💡 Dica CESPE:
Crime habitual ≠ crime continuado. Habitual exige reiteração (costume); continuado exige conexão (tempo, lugar, modo).



⚖️ 9. Ação Penal – Quem move o processo?

🔹 Pública Incondicionada

Ministério Público inicia, independente de vítima. Regra.

🔹 Pública Condicionada

Depende de representação da vítima. Ex: lesão corporal leve.

🔹 Privada

Iniciativa da vítima (queixa-crime).

🔹 Privada Subsidiária

Vítima atua quando MP não denuncia no prazo (art. 29, CPP).

💡 Dica CESPE:
Ação privada personalíssima: só a vítima pode propor (ex: crime de calúnia contra particular).



📋 Resumo em Tabela – Classificação dos Crimes

Critério Classificações Exemplo
Sujeito Ativo Comum / Próprio Furto (comum) / Peculato (próprio)
Resultado Material / Formal / Mera Conduta Homicídio / Extorsão / Violação de domicílio
Ação Comissivo / Omissivo (próprio/impróprio) Matar / Omissão de socorro / Mãe que deixa filho morrer
Consumação Instantâneo / Permanente Homicídio / Sequestro
Estrutura Simples / Complexo / Qualificado / Privilegiado Furto / Roubo / Homicídio qualificado / Homicídio privilegiado
Elemento Subjetivo Doloso / Culposo / Preterdoloso Homicídio doloso / Culposo / Lesão seguida de morte
Perigo Dano / Perigo (concreto/abstrato) Furto / Perigo de contágio venéreo / Porte de arma
Figuras Especiais Habitual, Continuado, Concurso formal, Vago, Atentado, Mão própria, Ação múltipla, Subsidiário, Progressivo Curandeirismo / Art. 71 CP / Art. 70 CP / Crimes ambientais / Atentado violento ao pudor / Falso testemunho / Tráfico de drogas

🎯 Estratégia de estudo: Faça as 120 questões, anote seus erros e consulte este resumão para entender cada conceito.
Depois, refaça as questões que errou. A repetição com compreensão é a chave para a aprovação!

🔴 Minhas 7 Questões Erradas – Revisão Focada 113 ✅ | 7 ❌

📌 Estratégia: Leia a justificativa de cada questão, entenda a pegadinha e responda mentalmente antes de ver o gabarito. Depois, volte ao simulado e refaça apenas essas 7.

❓ Questão 25 Tema: Crime Progressivo

Enunciado: “No crime progressivo, o agente tem o mesmo dolo para o crime-meio e para o crime-fim.”

❌ Sua resposta: Errado (?) ✅ Gabarito: Certo
📖 Justificativa:

No crime progressivo, o agente inicia praticando um crime-meio (ex: lesão corporal) e, com o mesmo dolo, continua a conduta até produzir um crime-fim mais grave (ex: homicídio). A distinção entre os dois é que o dolo é único e contínuo – não há um novo ato volitivo para o resultado final.

⚡ Dica CESPE: Se houvesse um novo dolo para o resultado mais grave, seria concurso formal impróprio (ou crime continuado). O progressivo é dolo único.

❓ Questão 44 Tema: Concurso Formal Próprio

Enunciado: “Concurso formal próprio exige desígnios autônomos por parte do agente.”

❌ Sua resposta: Errado (?) ✅ Gabarito: Certo
📖 Justificativa:

No concurso formal (art. 70, CP), uma única conduta produz dois ou mais resultados. Ele se divide em:

  • Próprio: o agente tem desígnios autônomos (quer cada um dos resultados). Ex: atira em duas pessoas com a intenção de matar ambas.
  • Impróprio (eventual): o agente não tem desígnios autônomos (os resultados são acidentais). Ex: atira em uma pessoa e a bala atinge outra.

⚡ Dica CESPE: A palavra “desígnios autônomos” é a chave para marcar “Certo” quando a questão fala em concurso formal próprio.

❓ Questão 50 Tema: Perigo Abstrato e Lesividade

Enunciado: “O crime de perigo abstrato é considerado inconstitucional por violar o princípio da lesividade.”

❌ Sua resposta: Certo (?) ✅ Gabarito: Errado
📖 Justificativa:

A doutrina crítica o perigo abstrato por violar o princípio da lesividade (ou ofensividade), mas o STF admite o perigo abstrato em crimes de proteção de bens jurídicos coletivos (ex: tráfico de drogas, porte de arma, crimes ambientais). Portanto, a afirmação de que ele é “considerado inconstitucional” é falsa – ele é admitido pela jurisprudência.

⚡ Dica CESPE: Cuidado com palavras como “inconstitucional” e “viola”. O STF é favorável ao perigo abstrato em crimes de perigo coletivo. A questão estava pedindo para você marcar “Errado” justamente porque a banca queria testar se você sabia da posição do STF.

❓ Questão 72 Tema: Critério do Resultado

Enunciado: “A classificação dos crimes em material, formal e de mera conduta leva em consideração a necessidade de resultado naturalístico para a consumação.”

❌ Sua resposta: Errado (?) ✅ Gabarito: Certo
📖 Justificativa:

Exatamente! Esse é o critério que distingue as três categorias:

  • Material: exige resultado naturalístico.
  • Formal: prevê, mas não exige.
  • Mera conduta: não prevê.

A questão é conceitual pura. Se você errou, provavelmente confundiu com “elemento subjetivo” ou “consumação”.

⚡ Dica CESPE: Decore esta tríade: Material = exige | Formal = prevê mas dispensa | Mera conduta = não prevê.

❓ Questão 84 Tema: Omissivo Próprio e Poder de Agir

Enunciado: “No crime omissivo próprio, exige-se o poder de agir para evitar o resultado.”

❌ Sua resposta: Certo (?) ✅ Gabarito: Errado
📖 Justificativa:

No crime omissivo próprio (puro), a lei descreve uma conduta de “não fazer” e a consumação ocorre com a simples omissão. Não se exige poder de agir nem resultado naturalístico. Ex: omissão de socorro (art. 135) – basta não prestar socorro, independentemente de a vítima morrer ou de o agente ter condições de salvá-la.

⚡ Dica CESPE: O poder de agir é exigido apenas no omissivo impróprio (comissivo por omissão), porque ali o agente responde pelo resultado que tinha o dever e o poder de evitar. Decore: Próprio = só omissão | Impróprio = omissão + dever + poder.

❓ Questão 88 Tema: Consumação vs. Exaurimento

Enunciado: “No crime instantâneo, a consumação e o exaurimento ocorrem simultaneamente.”

❌ Sua resposta: Certo (?) ✅ Gabarito: Errado
📖 Justificativa:

Consumação é o momento em que o tipo penal se completa. Exaurimento são as consequências posteriores do crime (ex: ocultação do cadáver, fuga, gozo da res furtiva). No crime instantâneo, a consumação ocorre em um momento, mas o exaurimento pode ser posterior. Ex: no homicídio, a morte é a consumação; a fuga do agente é o exaurimento.

⚡ Dica CESPE: Consumação ≠ exaurimento. Mesmo no instantâneo, não são simultâneos. A banca adora essa pegadinha!

❓ Questão 108 Tema: Dolo e Culpa como Elementos

Enunciado: “Tanto o dolo quanto a culpa são considerados elementos subjetivos do tipo penal.”

❌ Sua resposta: Certo (?) ✅ Gabarito: Errado
📖 Justificativa:

O dolo é elemento subjetivo do tipo (está na cabeça do agente, na vontade consciente). Já a culpa não é elemento subjetivo do tipo, mas sim um elemento normativo (previsão legal no art. 18, II, CP). A culpa é aferida objetivamente pela conduta do agente (imprudência, negligência, imperícia), não pela sua intenção.

⚡ Dica CESPE: Decore: Dolo = subjetivo (intenção) | Culpa = normativa (previsão legal + comportamento objetivo). Questão de pura distinção doutrinária!

🎯 Agora é com você!

Leia cada justificativa com atenção. Depois, volte ao simulado e refaça apenas as questões 25, 44, 50, 72, 84, 88 e 108 sem consultar este resumo.

⏱️ Depois de refazer, volte aqui e confira se acertou todas. Se sim, você zerou seus erros! 🚀

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